Ucrânia pressiona OTAN e aliados europeus por mísseis Patriot PAC-2 da Grécia
A Ucrânia segue cobrando a OTAN e governos europeus para tentar convencer a Grécia a repassar até 200 mísseis antiaéreos Patriot PAC-2, numa tentativa de fortalecer a defesa aérea ucraniana diante do aumento dos ataques russos. De acordo com relatos da imprensa grega, que citam fontes próximas ao governo, Atenas vem sendo alvo de uma “pressão constante” para adotar uma postura mais ativa no envio de ajuda militar a Kiev, depois que pedidos anteriores envolvendo lançadores Patriot e outros meios operados pela Força Aérea Helênica não evoluíram.
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A argumentação central apresentada por Kiev é que parte desses cerca de 200 mísseis estaria chegando ao fim da vida útil, já que alguns permanecem em serviço na Grécia há mais de duas décadas. Na visão ucraniana, se Atenas precisar retirar esse armamento de operação nos próximos anos, ele poderia ser redirecionado para as forças da Ucrânia, cujos sistemas de defesa aérea continuam sob intensa pressão por causa das ações conduzidas pela Rússia.
Alternativas de transferência e a resistência de Atenas
Segundo informações publicadas por veículos locais, uma saída avaliada seria enviar os mísseis para um terceiro país, que então faria a entrega à Ucrânia. O objetivo seria diminuir a resistência do governo grego em se associar diretamente ao conflito. Entre os nomes citados aparece a Noruega, embora analistas ainda vejam como incertas as chances de esse tipo de arranjo avançar. Eles recordam que, anteriormente, Atenas já rejeitou solicitações para transferir baterias Patriot completas às forças ucranianas.
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O que a Grécia afirma já ter fornecido e suas próprias necessidades
Do lado grego, o governo sustenta que já contribuiu de forma relevante para o esforço de guerra da Ucrânia, incluindo o fornecimento de mísseis Crotale e RIM-7 Sea Sparrow - este último empregado nos sistemas improvisados de defesa aérea conhecidos como “FrankenSAM”. Além disso, Atenas argumenta que suas próprias capacidades de defesa aérea continuam muito demandadas no contexto atual do Oriente Médio, especialmente após o envio de uma bateria Patriot para a Arábia Saudita, com a missão de proteger infraestruturas críticas contra ameaças iranianas.
Avaliação em Kiev, PURL e a discussão sobre caças
Mesmo assim, em Kiev e entre vários parceiros europeus, prevalece a leitura de que a Grécia ainda teria margem para ampliar o apoio à defesa ucraniana. Antes mesmo da Operação Epic Fury, o país teria se limitado ao envio de equipamentos mais antigos, como os obuseiros M-110, que estavam no inventário grego havia mais de seis décadas. Em paralelo, os Estados Unidos também pressionaram Atenas a direcionar recursos para a iniciativa Prioritized Ukraine Requirements List (PURL), um mecanismo usado para financiar a compra de armamentos que depois são destinados à Ucrânia.
Outro tópico que reaparece nas negociações é a possível transferência de aeronaves de combate. As conversas entre Atenas e Kiev já duram há mais de dois anos e, em 2024, passaram a se concentrar na frota de 32 caças F-16 Block 30 da Força Aérea Helênica, que poderiam ter se somado às entregas já realizadas por Dinamarca, Noruega, Bélgica e Países Baixos. Mais recentemente, entrou no debate a questão dos Mirage 2000 gregos: a França chegou a defender sua transferência para a Ucrânia como parte de um arranjo que facilitaria a aquisição de novos Rafale pela Grécia.
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